Crescer doi. Dar uma topada doi. A barriga doi. A cabeça doi. Crescer doi. Dar à luz doi.

Seguir apegada a uma realidade que não existe mais, doi. Olhar pra essa realidade aceitar que ela não é mais tão real, doi. E imaginar uma vida diferente, doi também.

Entender as mudanças da vida, os novos caminhos, as perdas e as conquistas, doi. Mas, manter-se apegada ao que passou e com medo do que estar por vir doi mais.

Libertar-se do que não serve mais, doi. Aprisionar-se no que não serve mais, doi. Talvez mais.

Encolher-se pra caber, doi. Expandir-se pra além, doi. Saber a hora de ir e a de ficar, doi.

Não se escolher, doi. Dizer não para si, doi. Não perdoar-se, doi.

E muitas vezes, escolhemos a dor e o desconforto, mesmo sabendo que a dor de crescer e libertar-se é passageira, mas a dor de ficar e apriosionar-se é pra sempre.

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