A presidente fez uma longa viagem de carro só pra assistir a um jogo no interior. Havia um jogador de quem ouvira falar por 3 anos — e ela precisava ver com os próprios olhos.

No estacionamento, após o apito final, ela o abordou:
— Bom jogo. Por acaso tem café por aqui?

Ele a levou para a lanchonete do clube. Ela conversou com os outros 3 jogadores que estavam lá, fez perguntas sobre salários e folgas — mas só havia um que lhe interessava. Bebeu o café frio, colheu tudo o que precisava, e saiu devagar.

Ele foi atrás.
— Qual é o seu interesse aqui, de verdade?
— Vim te ver. Faz 3 anos que ouço falar de você.
— E… valeu a pena?
— Talvez. Agora preciso saber se você topa negociar.

Ela entregou o cartão. Ele sorriu, desconfiado.

Foram sete dias de conversas, números e concessões até que eles se encontraram na sala dela para a finalização.

Foi “quero 2 folgas por semana” para cá, “não posso pagar mais que X” pra lá, “me dá um bônus de entrada”. Duas horas e muito suor depois, ela estava animada, mas disse:

Eu não tenho força para assumir alguém desse tamanho sem respaldo jurídico. Vamos ficar no meio termo que é melhor pra todos.

Contrato assinado. Estreia um mês depois.


Dica do Muricy: nem sempre a gente dá conta de tudo — mas saber o seu limite é muito importante.

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