Sabe aquele ditado: “tem uma vida mais ‘barata’, ‘tranquila’, ‘respeitosa’ (coloca qualquer adjetivo positivo aqui), mas eu não gosto”?!
Essa semana refleti sobre ele. Existe uma vida mais leve, mas eu não conheço… até gosto, até quero, mas não conheço. Na verdade, entendi que não fui ensinada.
E passei um tempo pensando que muitas vezes a gente quer, a gente gosta desses mínimos momentos diferentes da nossa vida, mas não fomos ensinados a vivê-los, a nos permitir viver desse jeito diferente do que fomos ensinados pela nossa família.
Gerações inteiras vivendo de um jeito. E quem ousa viver de outro, quase sempre é motivo piada, desonra e não merecedor.
Mas, existe uma sabedoria nos diferentes, nos ousados, nos que desafiam o que lhes foi ensinado. Eles tentam se adequar, tentam se moldar, mas percebem que não gostam, não cabem e rompem. E vivem, seus perrengues e suas alegrias, mas vivem. Experimentam. Sorriem. Choram. Conquistam. Perdem.
Igual a todos os outros que se adequam e atendem às expectativas. Com uma diferença: eles estão inteiros. Eles honram a si mesmos e a todos os outros que não puderem, não quiseram ou não conseguiram.
Hoje, peço licença pra seguir, romper, reaprender, (re)começar a viver por mim.
Existe uma vida mais leve e eu quero, eu gosto, eu vivo.
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