Dia desses vi a entrevista de uma mãe com a filha em que falavam sobre a síndrome do ninho vazio – quando os filhos não moram mais com os pais.

Pensei sobre mim. Com quase 2 anos de idade, meu filho foi passar a primeira noite na casa do pai. Eu chorei a noite inteira. Meu ninho estava vazio pela primeira vez. Bem mais cedo do que a gente pensa.

Durante os anos, o ninho ficou vazio algumas vezes, de maneiras diferentes, períodos diferentes e momentos diferentes. 

E foi aí que entendi que a síndrome do ninho vazio não é quando o filho sai de casa, mas quando a gente está vazia de si mesma, que precisa da presença do outro pra se preencher.

Pode ser filho, companheiro, bicho de estimação, familiar, amigos. Pode dar qualquer nome. Podem ser 1 ou 100. O ninho não esvazia porque alguém saiu, mas porque a gente não se encheu de si pra suportar o fluir da vida.

Deixe um comentário