Essa semana vivi uma experiência que me fez refletir sobre a maternidade. Como se eu não fizesse isso todos os dias desde o dia em que me tornei mãe.
Penso que a maternidade é um eterno estar sempre em mais de um lugar. No meu caso, em dois lugares. Onde eu estou fisicamente e onde o meu filho está.
E não, não é que eu só penso nele quando eu não estou com ele. Mas, acho que sempre que eu não estou com ele, em algum momento, ele passa pelo meu pensamento. Um cheiro, uma cor, uma conversa. Sempre tem alguma coisa que surge e me faz pensar nele.
Não significa que eu não estou inteira ali, naquele meu momento, mas também não sou mais inteira sem ele. Tenho partes. E ele é uma das partes que ficam sempre, mesmo quando não estão.
Penso que ao longo do tempo a gente aprende a diminuir essas fugas também. Lembro da primeira vez que saí sem ele, lembro que mal consegui comer, beber, aproveitar. Lembro da última vez que saí sem ele, quase não pensei.
Com o tempo, a gente entende que viver a nossa vida em partes – e sem partes – é viver inteira. É o melhor que podemos ensinar: a gente vai, mas volta. Inteira.
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