Hoje tive duas experiências diferentes e muito similares e que me lembraram de mim mesma há pouco tempo.
Almocei com uma amiga que me disse que tem dificuldade de definir o que ela quer porque a vida é tão ampla e pode ser que nada do que ela definiu aconteça, que ela nem começa. Deixa a vida acontecer e ela aceita.
Depois, recebi a ligação de uma antiga chefe – maravilhosa, saudades – que me disse que aceitou um cargo de CMO numa empresa de esportes, que tem tudo a ver com ela, mas estava pensando em voltar pra um emprego do qual ela saiu por burnout e pra um cargo bem abaixo do que ela tem capacidade. Disse que essa antiga empresa paga tão bem, que ela considerava.
Eu já estive nesses dois momentos. Já deixei a vida vir e aceitava o que ela oferecia, e nem sempre ficava confortável, pois nem sabia o que eu queria. E já me fiz caber por vários motivos, inclusive financeiros, num lugar que eu não cabia.
Contei minhas histórias pra elas. Deixei. Mas, no fim do dia pensei em como a gente tem dificuldade de colocar nosso desejo no coração. Como a gente se faz caber em lugares pequenos e se apequena por motivos que não são os corretos. Como a gente se deixa levar pela vida sem prestar atenção no que ela tem de mais importante: a gente mesma.
Não é fácil e nem simples. E é novo pra mim também. Faz 4 meses que eu comecei a fazer isso, ainda estranho, ainda titubeio, ainda duvido de mim mesma, principalmente quando vou muito contra o que esperam ou o que fui por muitos anos.
Vou dormir essa noite pensando que de 4 meses pra cá muita coisa mudou. Talvez muitas outras ainda mudem. A vida é realmente muito ampla e pode trazer de tudo. Espero ser fiel a mim pra entender o que eu quero ou não aceitar.
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