Todo mundo já conheceu, pelo menos, um camisa 9 na vida. Nem sempre numa boa fase. Nem sempre o que time precisa. Mas, sempre ali, esperando a bola, fazendo seus gols, puxando o time pra frente.

Uma dirigente tinha um recém-chegado camisa 9. Ele já havia conquistado uns títulos na base, foi capitão do time no último sub-20. Uma promessa. Porém, precisava ganhar ritmo pra aguentar um jogo no profissional, a torcida contra, a torcida cobrando, a imprensa.

Começou o campeonato e a polêmica! Nem sempre ele ia bem, não ouvia muito o técnico, achava que já sabia fazer. Até que tomou um cartão amarelo por mau comportamento. Ficou perplexo!

Nossa dirigente sentou com ele no vestiário e disse:

– Você tem potencial, sabe que é bom, mas precisa entender que aqui o jogo é outro! Jogo de gente grande, aqui tudo é muito. Pro bom e pro ruim. Eu acredito em você e o time também, mas você precisa acreditar e saber que aqui, apesar de 9, você ainda precisa se provar.

O jovem 9 abaixou a cabeça e disse:

– Você tá certa! Eu topo aprender e fazer o que esperam de mim. Quero muito agarrar essa chance. Mas, preciso de ajuda.

Montaram um plano, um calendário, atividades. Nem sempre o gol vinha, mas a atitude foi sentida pelos companheiros, pelo técnico e pela torcida.

Depois de 6 meses, ele ganhou a braçadeira de capitão e nossa dirigente, finalmente, descansou. Sabia que quando fazia o que mais gosta, o time respondia.

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