Cansar. Extenuar. Chegar no limite. Qual é o limite? O quanto a gente segue cansada e segue cansada mesmo assim? Sabe aquele ditado: e se estiver cansada, vai cansada mesmo? (Eu sei que não é esse, mas poderia ser).
Esse limite é muito relativo. Mas, é importante. Real. Surreal. Difícil. Nem sempre permitido. Quase nunca respeitado.
Eu passo do limite algumas vezes. E cada vez que vou além, voltar é mais difícil. O caminho de volta tem mais pedras, mais galhos, é mais escuro. Parece que a mata é mais fechada.
Começa com tudo girando em volta. Com medo. Caminho por um lugar desconhecido chamado descanso. Que lugar estranho esse descanso. É silencioso, é cuidadoso. Traz um incômodo até. As coisas acontecem de maneira mais lenta e parecem mais encaixadas, eu diria até que acontecem de forma natural, seguindo seu próprio fluxo.
Mas, não parecem naturais pra mim. Me olho estranha. Me ouço estranha. Me sinto estranha.
Fechar os olhos e silenciar. Isso ajuda. Estar com os meus, mesmo em silêncio. Isso ajuda. O menos ajuda. Menos barulho. Menos ruído. Menos externo.
Quando foi que a gente estranhou diminuir, ir mais devagar, descansar?
Me sinto estranha. Tonta. Enjoada. Ainda.
Respeito o processo. Fecho os olhos. Silencio.
Deixe um comentário