Tive uma chefe que me deu uma caixa com “100 mensagens inspiradoras”. Aquelas cartas que a gente embaralha, respira e tira a mensagem do dia. Alguns dias eu nem respiro e tiro. Em outros, respiro demais. Mas, a de hoje foi na medida. Foi exatamente o que eu penso, o que eu vivo, o que eu sou: nós crescemos ao levantarmos as outras – em livre tradução do inglês.
Alguns dias antes de tirar essa carta, eu ouvi uma música do Emicida e fiquei voltando na frase: “enquanto a terra não for livre, eu também não sou”.
Alguns dias antes de tirar essa carta e ouvir essa música, eu viajei a trabalho. E muito mais do que uma viagem a trabalho, eu tive um encontro comigo mesma por meio de algumas mulheres que estavam comigo. Me reconheci nelas: versões antigas minhas, versões que ainda busco ser. Me ensinaram muito mais sobre mim do que elas imaginam.
Alguns dias antes de viajar e ouvir a música e tirar a carta me perguntaram: “mas, com todos esses seus pensamentos, como você trabalha numa empresa de capital aberto?”
E a resposta me pareceu clara: porque eu trabalho pra outras chegarem aqui. E aqui não é só no trabalho. É onde quer que o aqui seja, da forma que seja. Desde que sejamos. Fiquemos. Abramos portas pra outras. E olhemos ao redor. E façamos esse ao redor o mais amplo possível.
Enquanto não der pra ser nós, não dá pra ser uma. Mas, tem que ter uma.
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