Eu não sei como começou essa minha relação com o carnaval.

A astrologia diria que é porque eu sou filha do carnaval. Talvez. Mas, até alguns atrás eu era uma filha “ovelha negra”.

Talvez porque eu tive o privilégio de ter um avó que fazia todas as minha fantasias. Talvez porque eu ia em todos os bailinhos quando criança e isso ficou em mim adulta.

De uns anos pra cá, eu tenho achado que o carnaval é o que me traz de volta pra mim. É quando eu posso ser eu mesma vestida de Minnie, hippie, havaiana, paraense, brasileira. De cara limpa. De peito aberto. De sorriso largo.

Talvez porque o carnaval traga todas as misturas de tudo o que é possível viver. E é intenso. É frenético. É plural.

E eu sou uma mistura. Sou muitas. E de uns tempos pra cá, ser muitas é ser eu. Simples. Plural.

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