Todo mundo já viveu aquele clássico: não sei se arrisco um chute ou se passo a bola. Eu vou dizer uma coisa: atacante que não chuta pro gol e não passa a bola é a pior coisa que existe!
Quando a gente chega num time novo é sempre assim: raça, suor e sangue. Aquela vontade de fazer dar certo, de questionar o que tá rolando, de resolver tudo. Ah, a energia do começo. Se é pra treinar 5 dias por semana e jogar no fim de semana, a gente tá dentro. Se é pra treinar duas vezes por dia, vamos que dá.
Aí vem um campeonato, dois campeonatos, uma copa no meio do calendário. Ih, não sei mais… As jogadas já não saem iguais. A torcida grita, o treinador cobra, a imprensa vem pra cima. E o clima azeda, como diria aquele narrador que a gente adora.
Essa pressão gera dúvidas, não gera passe. E nem gol. Gera um grande ponto de interrogação. E a torcida grita, o treinador cobra, a imprensa vem pra cima. Chega a hora do “vamo ver” e ninguém vê nada. Dá pra fazer uma lista longa de atacantes que passaram por isso, que a gente ama (ou nem tanto.
Mas, essa maré baixa não dura a carreira toda – ainda bem. E assim como toda atacante pode passar por isso, a certeza que a genre tem é que ela vai sair. Algumas demoram mais, é verdade. Mas, todas saem. Nem lembro mais quantas vezes a maré do Fenômeno mudou. E a da nossa Rainha?! E hoje ela tá lá, imortalizada. Primeira e única (por enquanto).
A verdade é que a gente não sabe bem quando a maré vai baixar pra gente. A única certeza que a gente tem é que ela vai subir de novo. E vamos voltar – obrigada universo. E na hora que sobe, a gente precisa estar pronta. Treinada. Cabeça erguida. Porque ninguém mais vai gritar: “moradessajogador?!”.

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