Tem jogador que sabe fazer o meio de campo. Rouba bola, toca rápido, passa na medida… Mas, na hora de matar o lance e se consagrar, finaliza tão mal, que dá vontade de chorar.
Depois de muito treino e insistência, o jovem meia conseguiu uma chance no time profissional. Diziam que tinha talento de sobra, mas, a dirigente ainda não tinha se convencido de tudo isso. Pelo que ele apresentava em campo dava pra ver que sabia se diferenciar dos demais, mas ainda pecava em alguns momentos.
Algumas tentativas de orientação frustradas e ele foi sacado do time titular. O afastamento fez bem pro rapaz, que conseguiu entender o que precisava fazer e se encheu de vontade para voltar a jogar. A treinadora também já estava ansiosa pelo retorno dele. Afinal, queria matar a curiosidade e saber se ele valia o investimento.
No dia de seu retorno aos gramados, como titular, começou fazendo o básico e o certo! Poucos toques, mas certeiros. Passes completos. Dribles. Roubadas de bola, que surpreenderam a todos, inclusive a comandante. O menino parecia ter entendido todos os recados dados. Disposição era o que não faltava.
No segundo tempo, ele voltou cheio de vontade de marcar seu gol e mostrar que podia ganhar a confiança e se manter no time. Recebeu a bola na intermediária, olhou para os lados e deu um leve toque para tirar do volante, que fazia a marcação. Driblou o meia adversário e partiu, confiante, para a área. Na meia lua, cortou para a direita e viu o zagueiro passar lotado… 
Era o momento. Era a sua consagração. Era a hora de matar o jogo.
Tirou o goleiro da jogada só com a ginga de corpo, parou, olhou pro gol aberto e chutou pra fora. PRA FOOOOOOOOORA!
Moradessajogador?!
Do banco, a treinadora apenas virou de costas e teve a certeza de que era melhor procurar o próximo.
Dica do Muricy: Se você não é o Davi Villa, não jogue sua melhor chance pra linha de fundo
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