Existem jogadores que nunca estão satisfeitos. Quando são amadores querem virar profissionais. Quando viram profissionais querem ser titulares. Quando viram titulares querem mudar para um clube maior. Quando estão num clube maior querem ser artilheiros, querem contratos de publicidade de altíssimo valor e exposição na mídia. Vai entender, né?!
Mas, o problema maior é quando o jogador está insatisfeito e não tem a coragem de conversar e se abrir com o clube. Vive cheio de má vontade, perde rendimento nos jogos e quando é cobrado tem a cara de pau de dizer que está dando o melhor de si.
Apesar de uma história de muitos títulos, o relacionamento entre o atacante e a equipe estava desgastado. Ambas as partes não aguentavam mais a pressão da torcida e do grupo de empresários, que detinha seu passe. Muitas conversas e negociações e poucas definições. O momento não era bom nem dentro, nem fora do campo.
Muito bem resolvida na vida, a dirigente decidiu assumir o papel que lhe cabia naquela relação e chamou o rapaz para uma conversa de homem para homem, digamos assim.
– Eu já notei que tu não és mais o mesmo. – Disse ela.
– Como assim? Só por que eu parei de marcar? Estou numa fase ruim. Isso acontece com todo mundo. – Respondeu o jogador, tentando acabar logo o assunto.
– Não tente me enganar. A torcida já notou, a diretoria já veio falar comigo e eu já não sei mais o que dizer. Eu também acredito que a fase pode estar ruim, mas não vejo empenho, não existe mais o brilho nos olhos. A paixão acabo
u.
– Quanto drama! Só porque as coisas mudaram um pouquinho. Tenha paciência, isso vai passar.
– Vamos ser objetivos: recebeste uma proposta de outro clube? Queres mudar de país? Queres uma estrutura melhor?
– Não! Eu só preciso de mais liberdade! Estou me sentindo sufocado com tudo isso!
Moradessajogador?!
Surpresa. Indignação. Revolta. Ela manteve a postura e a classe, olhou fundo nos olhos dele e disse:
– O contrato está rompido. Vai atrás da tua liberdade.
Soube-se que pouco tempo depois, ele se arrependeu e voltou a procurar o clube. Mas, não havia mais espaço para ele. Ironicamente, o destino o levou para um time muito parecido com aquele.
Dica do Muricy: Cuidado! Na vida há dirigentes que não têm medo de perder
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