Vida de presidente de clube não é fácil. E presidente de clube de cidade que só tem 2 times grandes é pior ainda. A torcida não só é mais apaixonada, mas também cobra mais, tem mais acesso aos jogadores e mais força junto aos dirigentes. Além disso, as opções para comissão técnica e elenco são mais raras. Conseguir bons nomes no próprio estado é um sacrifício.
Com a equipe passando por uma má fase, a torcida pediu a cabeça do técnico e a presidente não podia fazer outra coisa: mandou o cara embora. O mercado não tinha bons nomes disponíveis e o interino estava mais perdido que o goleiro japonês.
Ela saiu pra esfriar a cabeça com outra dirigente e encontrou um nome novo, que poderia solucionar o seu problema. Ele chegou logo contando suas conquistas, listando os clubes que treinou no exterior e os jogadores com quem trabalhou. Depois de toda essa preleção, ela disse:
– O meu time está atravessando uma turbulência e você é a minha aposta pra esse momento.
– Como diria Dadá Maravilha: “Não venha com problemática que eu tenho a solucionática!”, respondeu ele. E humildemente, “Renato Gauchou”: – Eu acho que dentro das quatro linhas entendo um pouquinho…
Com tanta auto-confiança, ela propôs um contrato de risco para as próximas rodadas e ele aceitou. Saíram dali direto para o clube, onde as atividades seriam intensas até o jogo seguinte. O rachão ainda estava começando e ele falou no ouvido da presidente:
– Com um gramado desse e uma bolinha zerada dessas, só não joga quem não quer!
Moradessajogador?!
Não precisava ter entrado de carrinho desleal a essa altura do campeonato. E o interino volta a treinar o time…
Dica do Muricy: Aprenda que só existe um José Mourinho no mundo. Seja humilde e garanta a vaga!
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